O segundo tempo da exclusão

o caso das famílias trabalhadoras da moradia popular na região central do Rio de Janeiro e a epidemia de Covid-19

Autores

  • Priscila Tavares dos Santos Universidade Federal Fluminense
  • Michelle Lima Domingues Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v29isuplp255-265

Palavras-chave:

Moradia Popular, Estado, Covid-19, distanciamento social

Resumo

No texto apresentamos algumas reflexões que denunciam múltiplos processos de vulnerabilização extrema em que se encontram famílias trabalhadoras de uma moradia popular na região central do Rio de Janeiro, agravados pela pandemia da COVID-19. Valendo-nos de conversas por telefones e whats app e de informações coligidas nas redes sociais, chamamos atenção para os processos de produção da precariedade pelo estado e a imposição de uma experiência de vida pautada no isolamento dentro do isolamento, pela ausência de políticas sociais regulares e de cobertura suficiente que transformam os sujeitos beneficiários em pacientes do estado em oposição a cidadãos ativos.

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Biografia do Autor

Priscila Tavares dos Santos, Universidade Federal Fluminense

Doutora em Antropologia (PPGA/UFF).Pesquisador Assistente / Consultor na Syracuse University

Michelle Lima Domingues, Universidade Federal Fluminense

Doutora em Antropologia.

Professora Adjunta do PCH/UFF

Pesquisadora assistente/Consultora na Universidade de Syracuse

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Publicado

2020-09-11

Como Citar

dos Santos, P. T., & Domingues, M. L. (2020). O segundo tempo da exclusão: o caso das famílias trabalhadoras da moradia popular na região central do Rio de Janeiro e a epidemia de Covid-19. Cadernos De Campo (São Paulo 1991), 29(supl), 255-265. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v29isuplp255-265

Edição

Seção

Artigos e Ensaios