Haveria um lugar conceitual e sistemático para a educação na filosofia de Fichte? Notas sobre o “Plano dedutivo” para a universidade de Berlim

Autores

  • João Geraldo Martins da Cunha Universidade Federal de Lavras

Palavras-chave:

Fichte, universidade, dedução, tarefa intelectual, Juízo reflexionante

Resumo

Este trabalho defende a hipótese de que algumas posições sobre a educação apresentadas por Fichte em seu “Plano Dedutivo” para a universidade de Berlim podem ser inseridas sistematicamente em sua filosofia. Para tanto, articula três teses: (1) a necessidade de crítica da atividade docente e do funcionamento da universidade de então como uma instituição ultrapassada em relação aos propósitos de sua existência; (2) a prescrição da tarefa do intelectual frente a seu presente como exigindo dele um saber, ao mesmo tempo, filosófico e histórico; e (3) a suposição de que o exercício de crítica da razão é, ainda que não exclusivamente, “reflexionante”.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Beiser, F. (2016). “Fichte and the French Revolution”. In: The Cambridge Companion to Fichte (pp. 38-64). Cambridge: Cambridge University Press.

Breazeale, D. (2001). “Inference, intuition, and imagination: on the methodology and method of the first Jena Wissenschaftslehre”. In: New essays in Fichte´s Foudation of the Entire Doctrine of Scientific Knowledge (pp. 19-36). Nova Iorque: Humanity Books.

Ferrer, D. (2005). Filosofia transcendental e universidade: o plano dedutivo para um instituto de ensino superior a estabelecer em Berlim de Fichte. Revista Filosófica de Coimbra, 14(28), 275-300.

Fichte, J.G. (1971). Fichtes Werke. Edição de I.H. Fichte. Berlim: Walter de Gruyter & Co (11 volumes).

Kant, I. (1959). Kritik der Urteilskraft. Hamburg: Feliz Meiner.

Kant, I. (1995). Duas introduções à Crítica do Juízo. Terra, R. (org.). São Paulo: Iluminuras.

Kant, I. (2016). Crítica da faculdade de julgar. Tradução de F. C. Mattos. Petrópolis: Vozes: Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco.

Léon, X. (1959). Fichte et son temps. Vol. II “Fichte à Berlin” (1799-1813) Paris: Armand Colin.

Longuenesse, B. (1993). Kant et le pouvoir de juger. Paris: PUF.

Millán, E. (2016). “Fichte and Early German Romantic Philosophy”. In: The Cambridge Companion to Fichte (pp.306-325). Cambridge: Cambridge University Press.

Oncina, F. & Ramos Valera, M. (2002). “Introducción”. In: Algunas lecciones sobre el destino del sábio (pp. 7-24). Madrid: Ediciones Istimo.

Radrizzani, I. (2016). “The Wissenschaftslehre and historical Engagement”. In: The Cambridge Companion to Fichte (pp. 222-247). Cambridge: Cambridge University Press.

Schleiermacher, F. (1996). Gelegentliche Gedanken Über Universitäten in Deutschen Sinn. Frankfurt: Deutscher Klassiker Verlag.

Downloads

Publicado

2020-09-16

Como Citar

Cunha, J. G. M. da. (2020). Haveria um lugar conceitual e sistemático para a educação na filosofia de Fichte? Notas sobre o “Plano dedutivo” para a universidade de Berlim. Cadernos De Filosofia Alemã: Crítica E Modernidade, 25(2), 51-66. Recuperado de http://www.journals.usp.br/filosofiaalema/article/view/168214