Uma perspectiva existencialista do fundamentalismo

Palavras-chave: islã, niilismo, fundamentalismo, existencialismo.

Resumo

Este artigo busca oferecer outra perspectiva para se compreender o fundamentalismo islâmico, especialmente sua corrente mais ativa e politicamente engajada, o jihadismo. Nesse caso, a filosofia existencialista foi usada como suporte para fomentar reflexões sobre uma possível face niilista do fundamentalismo islâmico. A narrativa mais clássica do niilismo sobre a invenção de “consolos” – como a própria religião, o apego a uma falsa realidade que suprime a noção de finitude da vida a partir da criação de “outros mundos” e sem o qual a vida se torna insuportável – é de certa forma subvertida pelo fundamentalismo mais extremista. Assim, é a religião que dota os indivíduos de sentido, nem que para isso esse mundo aparente tenha que ser destruído, aniquilado (annihilate). A modernidade e suas próteses tecnológicas têm afastado o homem de Deus. Por isso é necessário, dentro dessa concepção, que ela seja negada e combatida, mesmo que seja com a própria vida, em muitos casos.

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Biografia do Autor

Victor Begeres Bisneto, Universidade de São Paulo (USP)

Geógrafo formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em geografia humana e doutorando em história social pela Universidade de São Paulo (USP). Também é professor de geografia dos ensinos fundamental e médio no Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora de Campinas.

Publicado
2018-07-28
Como Citar
Begeres Bisneto, V. (2018). Uma perspectiva existencialista do fundamentalismo. Malala, 6(9), 52-69. https://doi.org/10.11606/issn.2446-5240.malala.2018.148425
Seção
Artigos