O automóvel como não lugar: construindo um significado para o fetiche da mercadoria, do jornalismo esportivo ao jornalismo automotivo

Autores

  • Sergio Robinson Quintanilha Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-1507.v22i2p317-336

Palavras-chave:

Automóvel, Fetiche, Supermodernidade, Jornalismo, Comunicação

Resumo

O significado do automóvel foi reconfigurado pelas corridas de carro e depois pelo fordismo, acentuando o valor simbólico que carrega como mercadoria. Utilizando conceitos de fetiche em Marx e de supermodernidade em Augé, o autor passeia pelas relações do automóvel com o espaço para mostrar a divisão que houve no jornalismo especializado em carros. Na sociedade do excesso, enquanto o jornalismo esportivo cobre o automobilismo, que ele mesmo inventou, ao jornalismo automotivo cabe decifrar a ressignificação do automóvel.

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Biografia do Autor

Sergio Robinson Quintanilha, Universidade de São Paulo

Professor Mestre de Jornalismo formado pela Faculdade Cásper Líbero.

Aluno de Doutorado da ECA-USP.

Jornalista especializado em esportes e automóveis.

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Publicado

2020-07-15

Como Citar

Quintanilha, S. R. (2020). O automóvel como não lugar: construindo um significado para o fetiche da mercadoria, do jornalismo esportivo ao jornalismo automotivo. Revista Alterjor, 22(2), 317-336. https://doi.org/10.11606/issn.2176-1507.v22i2p317-336